segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Cordel da Subjetividade no Cinema

 


Marcos Vinicius


 

Na tela que brilha e fascina, 

o olhar se mistura ao enredo.

Tern plano que mostra o que e claro, 

tern mente escondendo o segredo.

Entre a câmera e a memória, 

surge o jogo dover com o medo.


lntriga nos traz o exemplo,

de um ponto de vista alinhado. 

Mas Nolan, Bunuel e Fellini 

fazem tudo ficar embaralhado. 

Misturam o real com o sonho, 

deixando o sentido dobrado.

 

'As vezes, o saber,e restrito, 

mas sem mente a nos revelar.

Como A beira do abismo nos mostra,

onde mal da pra escutar.

Já há filmes com vasto alcance 

que nos fazem par dentro olhar.


Flashbacks criam conexões, 

entre o antes, o agora e o porquê.

Sansho nos dá essa ponte

entre o filho e a mãe, sem clichê.

E em Hiroshima, a memória

e o que mais nos faz entender.

 

O sexto sentido desliza, 

entre over e o pressentir.

Nos mostra o valor da ausência,

no silêncio que faz refletir. 

Subjetivo não é só lembrar, 

É o jeito de nos conduzir.


No cinema, a mente é estrada 

e o olhar, um roteiro sem fim.

Entre a forma e a emoção contida, 

há um mundo dentro de mim.

Objetivo ou subjetivo, 

todo plano começa assim.

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