Na tela que brilha e fascina,
o olhar se mistura ao enredo.
Tern plano que mostra o que e claro,
tern mente escondendo o segredo.
Entre a câmera e a memória,
surge o jogo dover com o medo.
lntriga nos traz o exemplo,
de um ponto de vista alinhado.
Mas Nolan, Bunuel e Fellini
fazem tudo ficar embaralhado.
Misturam o real com o sonho,
deixando o sentido dobrado.
'As vezes, o saber,e restrito,
mas sem mente a nos revelar.
Como A beira do abismo nos mostra,
onde mal da pra escutar.
Já há filmes com vasto alcance
que nos fazem par dentro olhar.
Flashbacks criam conexões,
entre o antes, o agora e o porquê.
Sansho nos dá essa ponte
entre o filho e a mãe, sem clichê.
E em Hiroshima, a memória
e o que mais nos faz entender.
O sexto sentido desliza,
entre over e o pressentir.
Nos mostra o valor da ausência,
no silêncio que faz refletir.
Subjetivo não é só lembrar,
É o jeito de nos conduzir.
No cinema, a mente é estrada
e o olhar, um roteiro sem fim.
Entre a forma e a emoção contida,
há um mundo dentro de mim.
Objetivo ou subjetivo,
todo plano começa assim.

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