segunda-feira, 27 de novembro de 2023

desplugado

 

DHIMITRI ROMUALDO CAMPOS


Nas páginas do livro se revela

Um mundo de saberes, luz que resplandece

"Ludoaprendizagem Desplugada", a estrela

Do ensino fundamental, a ciência que enaltece


Entre tabuleiros e peças a dançar

O pensamento computacional se revela

Um jogo sagaz, a mente a desafiar

No aprendizado, a trama se desenrola


Desplugados, mas conectados na arte

De ensinar com jogos, a mente a navegar

Cada movimento, uma estratégia a parte

No universo lúdico, o saber a desabrochar


Nas linhas dessa história, a pedagogia se entrelaça

Com as peças do ludo, a mente se expande

O conhecimento, qual jogo, se abraça

Num diálogo de aprendizado que nunca se desmancha


No tabuleiro da sala de aula, a magia se faz

Onde o ensino e o jogo se fundem em dança

"Ludoaprendizagem Desplugada" nos traz

O encanto do saber, a mente que avança


Assim, entre páginas e jogos a se entrelaçar

O livro nos guia, na rota do aprender

No ensino fundamental, a luz a brilhar

Desplugando saberes, fazendo o futuro renascer.



INTRODUÇÃO À CRIATIVIDADE

 


JOÃO GUSTAVO DE OLIVEIRA SILVA

O mundo está em constante mudança, a todo momento novas tecnologias, novas ferramentas e novas formas de desenvolver as nossas atividades são criadas e precisamos estar atentos e prontos para essa mudança. A criatividade é uma característica que ajuda nesse processo, é uma habilidade que cria indivíduos e profissionais capacitados e adaptados para um mundo em movimento.

Em 2023 tivemos um boom das inteligências artificiais. Hoje é possível criar imagens, desenhos, textos, coletar informações e até mesmo criar música de uma maneira nunca vista, e é só o começo. A tecnologia está evoluindo e várias profissões estão acompanhando. No exemplo do jornalismo, não basta mais um jornalista saber criar um bom texto, ter agilidade para encontrar a notícia, o jornalista precisa também entender profundamente sobre social media, saber o momento certo e a plataforma certa para cada conteúdo. Um jornalista hoje também pode precisar entender sobre produção de conteúdo para plataformas de vídeo vertical, como Reels, TikTok e YouTube Shorts.

No livro Introdução à Criatividade do autor Marcos Nicolau, essas questões ficam bem definidas. A criatividade é uma característica que pode ser desenvolvida em qualquer pessoa, em qualquer momento da vida. Mesmo que muitos possam ter dificuldade em criar ideias novas, todos temos essa capacidade. Existem pessoas que se destacam mais pois possuem também a criatividade para “vender” as suas ideias, é o exemplo de Steve Jobs e Elon Musk. Isso mostra que aliar uma ideia diferente a um bom discurso pode ser bastante eficiente.

É muito importante que os estímulos criativos sejam incentivados desde a infância, através da educação. Algumas metodologias de ensino tendem a podar o pensamento criativo e inovador, criando uma limitação das capacidades criativas. Métodos de ensino participativos e dinâmicos podem ser a chave para as futuras gerações.

O livro Introdução à Criatividade é leitura recomendada para entender esses e outros aspectos da criatividade. Entender esse aspecto da natureza humana é muito importante para que tenhamos cada vez mais pessoas inovadoras e disruptivas na sociedade e no mercado, criando ideias que irão gerar um grande benefício para todos.


O Jogo da Criatividade

 


Uma Dança entre Ideias e Possibilidades


REBECA LIMA DE OLIVEIRA


Existia uma cidade onde a monotonia se espalhava pelas ruas como uma névoa cinzenta. As pessoas caminhavam com passos previsíveis, os olhares perdidos no horizonte monótono de prédios e rotinas entediantes. Parecia que a criatividade havia se perdido desses terrenos, deixando um vazio no coração da comunidade.

No entanto, um dia, algo extraordinário aconteceu. Um circo peculiar, conhecido como "Circo das Ideias Malucas", armou sua tenda no centro da cidade. Dentro daquela tela colorida, os habitantes encontravam-se em um mundo de jogos lúdicos que prometiam ressuscitar a chama da criatividade que há muito tempo adormecera.

Ao entrar no circo, as pessoas foram recebidas por malabaristas de palavras e equilibristas de pensamentos. A atmosfera vibrava com energia criativa, e cada barraca oferecia um desafio diferente para os participantes. Havia o "Tabuleiro dos Sonhos", onde as peças eram feitas de aspirações e os movimentos eram guiados pela imaginação. Os jogadores viam navegando por oceanos de ideias e escalando montanhas de possibilidades.

Na "Roda da Inovação", os participantes foram convidados a girar uma roleta que determinava qual desafio criativo enfrentariam. Pintar um quadro sem pincéis, inventar uma história a partir de palavras procuradas ou criar uma escultura com materiais inusitados eram apenas alguns exemplos. Cada desafio estimulava a mente a sair dos trilhos habituais e a abraçar o inesperado.

O ponto alto do circo era o "Labirinto das Ideias", um emaranhado de caminhos sinuosos onde os visitantes se perdiam em pensamentos e encontravam soluções inusitadas para desafios propostos. À medida que percorriam os corredores do labirinto, descobriam portas secretas que levavam a novas dimensões criativas.

À medida que as pessoas se entregavam aos jogos e brincadeiras, a cidade começou a se transformar. As paredes ganharam cores vibrantes, as praças foram preenchidas com esculturas e as ruas ressoavam com a música da inovação. A monotonia foi substituída por uma dança animada entre ideias e possibilidades, e a cidade floresceu sob o feitiço da criatividade.


Passos para a criatividade

 


Maria Eduarda Pereira da Silva


Marcos resmunga olhando para o chão suas falas baixinho, as luzes estão semi apagadas podendo ser visto apenas as sobras dos telespectadores nas arquibancadas do programa que conversam distraidamente.

Todos os anos em seu programa anual Marcos nos apresenta suas criaturas, como um grande cientista que é, ele dá vida e forma a palavras e descrições que nunca imaginamos ver. Há dois anos ele surpreendeu a apresentar a uma acanhada e envergonhada criatividade, que após uns minutos desenvolveu confiança e nos mostrou até onde podemos chegar se estimulada.

Não se pode negar a surpresa de ver como é ao vivo e em cores (muitas cores) algo que fica apenas dentro de nossa mente. E com essa inovação choveu inúmeras dúvidas de como Marcos a criou, e para sorte não apenas que quem está presente, mas para todos que assistirem o programa de casa ele trouxe a resposta que está enfileirada atrás das cortinas, com 1,60 de altura conversando pelos cotovelos.

Assim que a cada placa de acende todos no estúdio se calam por completo, excerto as criações do Marcos que continuam a cochichar sem descanso. Marcos acompanha o olhar do diretor e vai até as cortinas.

- Meninos... - Sussurra e todos os dez focam nele de imediato – Por favor...

Assim que consegue o que queria, volta para a marcação pedindo desculpas para o diretor que descarta seu pedido com um aceno tranquilo de cabeça fazendo um sinal para o câmera. Marcos foca no homem barbudo que levanta três dedos da mão direita iniciando a contagem.

Três, Marcos passa a mão pela camisa social branca. Dois, segura com mais força o microfone do que o necessário - o único sinal de nervosismo que se desfaz assim que a luz vermelha de “gravando” acende. Um...

- Boa noite a todos! - Cumprimenta – Nesta noite vim apresentá-los aos dez passos para a criatividade... após a minha última criação vários de vocês me questionaram como eu a criei, a desenvolvi e nada mais justo de que após incentivar a todos a pensar fora da casinha – A plateia rir pela expressão - Eu também mostrar cada passo que eu mesmo precisei percorrer para exercitar a minha própria criatividade...

Enquanto fazia sua introdução atrás das cortinhas se iniciava um pequeno surto já que a bricolagem achava que tudo aquilo era demais para ela.

- Não... não - Disse dando passos para o lado, saindo da formação e chamando a atenção dos outros – Eu não vou conseguir...

- De novo isso? - A Irreverência disse revirando os olhos enquanto ignorava o olhar de repreensão da inspiração

- Por que você é assim? - o Tao perguntou a irreverência enquanto o Insight e a inspiração tentavam acalmar a bricolagem – Se acha melhor do que nós?

- Por que sou mais ousado que você? - A irreverência responde com uma pergunta de forma convencida

- Ousado? - O Metáfora se meter – Eu diria grosseiro – Tao segura o riso pela resposta afiada do amigo que levanta a mão para ele bater.

A Irreverência saí do começo da fila passando pelo círculo de criaturas que tentam acalmar a bricolagem indo até os dois últimos da fila, ela observa os dois silenciosamente.

- E quem é você? - Pergunta para o último da fila

- Sou o Tao – Diz firme – O responsável por manter a igualdade entre nós - Conclui com orgulho e a Irreverência intercala entre ele e a Metáfora até que foca apenas na Metáfora.

- Estou esperando você reafirmar o que seu amigo falou – Alfineta

- Não é porque eu sou a Metáfora que faço isso sempre – Diz convicta – Eu faço isso sempre? - Pergunta para o Toa que dar de ombros

- Bri... você precisa se acalmar – A Mentalidade não-especializada diz calma – Você se lembrar? Pequenos trabalhos... pequenos trabalhos...

- Mas aquilo? - A Bricolagem aponta para o palco onde o Marcos aponta para um grande telão - É um grande trabalho, um enorme... astronômico

- Estaremos com você - A Mentalidade não-especializada devolve e o bom-humor concorda com a cabeça

- Por que não deixamos ela e vamos de uma vez? - A Irreverência pergunta e todos bufam

- Somos 10 – A Criança levanta as duas mãos respondendo sem medo – E não 9 – Diminui um dedo

- Exatamente! Somos como um time de futebol – Disse a Metáfora - Somos todos importantes – Tao bufa negando com a cabeça - O que?

- A questão é... - A Irreverência diz – Porque devemos te escutar, especializado? - Cruza os braços

- Não é obvio? - A Mentalidade não-especializada fala – Exatamente por isso, eu sei de tudo, estudei sobre tudo a respeito de quem somos e onde podemos chegar se nos unirmos... e é não-especializada – corrige

- Pior ainda – a Irreverência rebate

- Você não devia nos contrariar – Disse a Inspiração

- Por que eu não aceito o que vocês dizem de imediato? - Disse a Irreverência dando dois passos à frente

- Tecnicamente, você não está errado – O Insight diz pela primeira vez – Apenas direcionando para a direção errada

- Não consigo pronunciar o nome desse cara – A Metáfora sussurra para o Tao

- Não consegui nem entender o que ele disse agora – Respondeu o Tao

- Alguma dessas pessoas não vão nos estender até mesmo a achar que não precisam de nós para alcançar a criatividade e é você com a sua aversão a aceitar a verdade que vamos conseguir – A Irreverência pista atônica com a descoberta

- O QUE? Eles podem não gostar da gente? - A Bricolagem fala surpresa

- Bri... - PLN chama sua atenção - Eles precisam de nós, da nossa ajuda... de cada um de nós - Diz olhando para todos – Precisamos ir juntos e convencê-los a isso... o Marcos vai nos ajudar, não se preocupe

- Ele é o responsável por nos manter unidos – Sussurra a Metáfora

- A gente escuta vocês... então parem de cochichar – A inspiração aconselha

- Todos somos importantes – Tao emenda – E se você não se sentir pronta, Bri... nós não vamos – Bricolagem olha surpresa para todos que concordam, excerto a Irreverência

- Pessoal! - Um homem da produção surge do nada fazendo os 10 pularem – Desculpa... vocês estram em um minuto – E se afasta

- O que vamos fazer? - Pergunta a criança

- Para suas formações - Bricolagem diz com um sorriso – Nos seus lugares – Fala confiante

- Nos seus lugares! - A Irreverência diz com certeza e todos sorrirem para ela

- Abraço! - o Bom-humor grita antes de fazer todos formarem um círculo até que escutam um POOF e um ser minúsculo e colorido surgir entre eles.

- O que estou? - Disse a criatividade

- Acho que era pra ela surgir apenas no palco, não? - Perguntou a Metáfora


Uma aula sobre pensamento computacional

Gabriel Gomes


Era uma vez em uma pequena cidade chamada Cognitópolis, onde a educação tinha um toque mágico e inovador. Nessa cidade, os habitantes acreditavam que o conhecimento não só deveria ser transmitido, mas também vivenciado. Em um dia ensolarado, o Professor Byte, renomado mestre do Pensamento Computacional, decidiu levar seus alunos para uma jornada educacional única.

O Professor Byte levou seus alunos para a sala de aula, onde uma grande mesa estava posta com tabuleiros de jogos coloridos. Naquele dia, ele iria explorar os fundamentos do pensamento computacional de uma maneira totalmente nova, utilizando jogos de tabuleiro como analogias vívidas.

A primeira lição começou com a Abstração, representada pelo jogo Pentalpha. Os alunos foram desafiados a filtrar e classificar dados, assim como o calendário organiza eventos de forma esquemática. Enquanto organizavam suas peças no tabuleiro, percebiam como a abstração era crucial para destacar elementos essenciais em um problema.

Em seguida, o Professor Byte trouxe à tona o Algoritmo, utilizando o xadrez como exemplo. Os alunos mergulharam em sequências lógicas e organizadas de movimentos, percebendo que a resolução de problemas no xadrez representava um algoritmo complexo. A sala de aula se transformou em um campo de estratégia, onde cada movimento era um passo em direção à vitória.

A Decomposição veio à tona com o jogo Grande Engarrafamento. Os alunos enfrentaram um desafio, dividindo um problema aparentemente complexo em partes menores. Enquanto moviam carros no tabuleiro, percebiam como a decomposição facilitava a resolução, assim como dividir equações matemáticas complexas torna a solução mais acessível.

O Reconhecimento de Padrões foi explorado com o Jogo da Velha e a Trilha. Os alunos identificaram características comuns entre problemas e soluções, percebendo que, assim como nos jogos, padrões surgem e podem ser aproveitados para tomar decisões mais informadas.

Para consolidar esses conceitos, o Professor Byte introduziu um desafio final usando o jogo "Grande Engarrafamento". Um "bug" foi inserido, assemelhando-se aos problemas em programas de computador. Os alunos, como verdadeiros programadores em treinamento, foram desafiados a identificar e corrigir o "bug". Esse desafio prático promoveu uma compreensão profunda dos conceitos de abstração, algoritmo, decomposição e reconhecimento de padrões.

Ao final do dia, os alunos de Cognitópolis não apenas entenderam os fundamentos do pensamento computacional, mas também perceberam como esses conceitos podiam ser aplicados em suas vidas cotidianas. A cidade, agora impulsionada pelo conhecimento prático, brilhava com uma luz de aprendizado inovador, graças à visão do Professor Byte e à magia dos jogos de tabuleiro.

domingo, 26 de novembro de 2023

sinfonia de ideias

 


Criatividade

Kamily Santos


Na tapeçaria da existência humana, a criatividade emerge como o fio vibrante que une inovação, expressão e engenhosidade. É a sinfonia de ideias tocando harmoniosamente na vasta extensão da mente.

A criatividade é a alquimia que transforma momentos mundanos em caleidoscópios de inspiração. É a pincelada do pintor que dá vida a uma tela em branco, as palavras do poeta que dançam no reino da imaginação e a centelha do inventor que acende uma revolução.

Na sua essência, a criatividade não se limita apenas ao domínio dos artistas. É uma linguagem universal falada por pensadores, sonhadores e visionários. É a força que impulsiona o progresso, transcendendo fronteiras e abrindo novas possibilidades.

A jornada da criatividade costuma ser uma dança com o desconhecido. É uma vontade de explorar os territórios desconhecidos da mente, de abraçar a incerteza que acompanha o nascimento de algo novo. Nesta dança, os erros tornam-se trampolins e os fracassos tornam-se o terreno fértil para futuras inovações.

A criatividade não é um recurso finito; é uma fonte que se reabastece a cada ato de expressão. Ela prospera em ambientes que estimulam a curiosidade, celebram a diversidade e incentivam a coragem de pensar de forma diferente. É a essência da evolução humana, impulsionando as sociedades para a frente e desafiando o status quo.

Na grande tapeçaria da vida, cada indivíduo contribui com uma tonalidade única para a tela da criatividade. É a colaboração destas diversas cores que cria uma obra-prima, refletindo a riqueza da experiência humana.

Então, deixe a sinfonia de ideias continuar. Deixe a criatividade ser a estrela-guia que nos leva a reinos inexplorados, lembrando-nos que no reino da imaginação não há limites, apenas infinitas possibilidades à espera de serem descobertas.

Sinapses Poéticas


Dança da Razão e Criatividade 

Por Tony Lucas 

Na dança das sinapses, um livro se abre, 
Marcos Nicolau revela os recônditos da mente,
Razão e Criatividade, um dueto que acende, 
Num poema cerebral que a mente celebra. 

 A primeira parte desvenda o enigma, 
Entre astrócitos, glias e neurônios em festa, 
Subjetividade dança, a lógica se empresta, 
E a intuição desperta, sábia e íntima. 

 O segundo ato, "Inteligência Criadora", 
Um laço entre quântica e imaginação, 
Pensamento lateral, abrindo a caixa de Pandora, 
Explora todas as vias da mente em ação. 

Irreverência, Chomsky e Piaget a debater,
Criatividade como revolução do ser, 
A mente a criar, a se reinventar, 
Razão e intuição a se fundir e a renascer. 

Emoções na dança, no tecido social, 
A inteligência se mescla ao coração, 
Insight e inspiração, uma dança sem igual, 
Construindo talentos, a mente em expansão. 

 Desafios não são problemas, são notas a alcançar, 
A vida, uma canção para criar e explorar, 
O medo do desconhecido, a mente a enfrentar,
 Educação emocional, uma chave para voar. 

 Paixão e entusiasmo, os motores da ação, 
Além da mente, um aspecto imaterial a vagar, 
Tecnologia avança, na era da comunicação, 
Leitura ou multimídia, novos caminhos a trilhar. 

 Marcos Nicolau em versos desvenda o universo, 
Entre razão e criatividade, o poema se expande, 
A mente, um palco onde o conhecimento disperso, 
Desperta, voa alto, em busca do entendimento grande.