terça-feira, 28 de novembro de 2023

A peleja do bricante com o game

 


Sandra Costa


O objetivo deste trabalho é re-escrever, de forma criativa, a leitura recomendada em sala de aula. A partir dessa orientação, propus a releitura do texto da referência (citada abaixo) em formato de poemas na estilística da leitura de cordel, com versos rimados e linguagem acessível. Foram elaborados quatro poemas para cada grupo de conceitos abordados no livro, a saber: o princípio do jogo; o game design; a questão da identidade; e as metodologias de aprendizado.

Acerca do princípio do jogo, os autores (Medeiros e Pires, 2019; Debiasi, 2019) debatem sobre a noção de jogo estar enraizada na cultura humana e que, a partir da considerável evolução das tecnologias ligadas à informática, ao computador e, por conseguinte, aos videogames, a subjetividade humana passa a se hibridar cada vez mais nos ambientes virtuais.

Em game design, extraí os quatro eixos que o compõe, que são a narrativa, a mecânica, a tecnologia e a estética. Além disso, falo sobre as características dos jogos, os jogos na perspectiva educacional e os videogames.

Na questão da identidade, trago a questão da subjetivação, processo que ajuda a entender como um sujeito transforma o ambiente ao seu redor de acordo com seu modo de ser e como o movimento inverso muda e/ou ajusta o comportamento das pessoas (Medeiros e Pires, 2019).

E finalmente, sobre as metodologias de aprendizado, reflito sobre as técnicas educacionais extraídas do livro, que foram aplicadas a grupos de estudantes diversos, de forma digital, sensorial ou analógica.


REFERÊNCIA

NICOLAU, Marcos (Org.). Games e gamificação: práticas educacionais e perspectivas teóricas. João Pessoa: Ideia, 2019. 265 p.


O PRINCÍPIO DO JOGO


O jogo está enraizado

Na cultura do humano

Desde os tempos mais antigos

Todo o mundo reúne os amigos

Do brasileiro ao americano

Para um game divertido


Mas foi na modernidade

Que a coisa ficou séria

Por conta da informática

Veio a pragmática

Jogo virou discussão na sociedade

Na faculdade, virou matéria


O homem entra no jogo

E o jogo entra no homem

Como pode isso menino?

Tanta regra e objetivo

Da natação ao Flamengo

Do xadrez ao ENEM


É jogando que o povo se diverte

Porque a gente quer saber o que acontece

Quando dá um passo pra frente

E o outro age diferente

E nessa batalha de mente

A gente fica preso constantemente


GAME DESIGN


Para criar um jogo coerente

Tem que pensar no jogador

Começar contando uma história

Que é pra ficar interessante

E ter uma estética satisfatória

Mas é o jeito de jogar

Que define o ganhador


A experiência é o que importa

No entanto, não se deve ignorar

Todo jogo tem que ter um objetivo

Que é pra ninguém desanimar

E quando ao jogador faltar motivo

O game design tem de o recompensar


Se é através de um jogo

Que o professor quer educar

Tem de fazer o jogador entender

Que não é a ferro e fogo

Que ele vai ganhar

Antes de tudo, no jogo,

Ele tem de se concentrar


O melhor jeito então

É deixar o jogo interativo

E se juntar com a TV

Fica ainda mais imersivo

Antes o videogame se jogava só com a mão

Hoje em dia põe o corpo todo a mexer


A QUESTÃO DA IDENTIDADE


O tempo foi passando

Os estudos, aprimorando

Hoje já dá pra perceber

Os jogos mudam a gente

É nesse caminho que a gente entende

Que com identidade tem a ver


O jogo nos influenciam

Assim como nós influenciamos nele

Se a gente muda todo dia

No mesmo ritmo o jogo vai mudar também

E com a tecnologia

Essas trocas vão muito mais além


É jogando que se pode consumir

O capitalismo agradece

Dentro do jogo também se pode conversar

Os amigos, reunir

Assim, a dinâmica cresce

E ao jogador cabe as técnicas aperfeiçoar.


METODOLOGIAS DE APRENDIZADO


Quando o jovem trabalha em grupo

Um novo aprendizado ele vai ter

É no jogo que ele interpreta um papel

Numa técnica chamada role play

Ora mas se não é no jogo

Que a gente pode ser quem quiser

Até um coronel, se assim convier


A parte boa de um jogo bom

É que dá pra todo mundo

Já pensou jogar sem enxergar?

Pois chega mais perto, que vou te contar

Para cego ver, basta um segundo

Tocar no ouvido dele, sem tela, só som


Com o som, o cego se orienta

Se duvidar, ele consegue até enxergar

Mais do que a gente que vê

Ora, mas se não é isso que se espera

Da experiência de jogar

Enquanto se joga, também se pode aprender


Bom mesmo é quando o jogador

Pode tomar o rumo da história

Apesar que isso acontece sempre

Mas sabe o que está na memória?

Dos tempos em que a gente lia mais

Antes do computador


Mas isso é a vida

Ela é como um videogame


A gente tem objetivos

Aos quais corremos para concretizar

É nessa dura lida

Que aprendemos a jogar

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